Produtos Cosmopolitas – Parceiros de Exportação Moveleira

Produtos Cosmopolitas serão grandes parceiros com dólar na casa dos R$3,00

Produtos cosmopolitas seriam, a exemplo da industria automobilística onde existem plataformas de aceitação mundial, móveis que se encaixam no contexto do mobiliário de diferentes culturas e respectivas tendências e gostos decorativos.

Tais produtos não nasceram para ser os mais vendidos em um determinado país pelo fato do apelo generalista, e sim para serem medianamente vendidos em diferentes mercados, totalizando um resultado global definido como bem sucedido para os objetivos planejados.

Ultimamente andei lendo de tudo, desde o relatório sombrio da “Empíricus” aos recentes planos mirabolantes e ufanistas que misturam um ministro de doutrina de mercado ortodoxa com outros que defendem uma matriz de desenvolvimento baseada no aumento da demanda popular. Vamos ver…

Olhando nosso mundinho, acredito realmente em um dólar alto e isto obviamente significa crescimento de mercado da exportação, mas existem muitos cuidados a observar dentro deste contexto.

O primeiro deles é que a indústria nacional adaptou-se na última década em atender a classe C, fato é que os móveis com acabamento por impressão em rolo são a grande maioria dentro da produção seriada nacional. Este seria um primeiro entrave, visto que internacionalmente o BP tem grande preferência em termos de aceitação. Observem os produtos da IKEA e assemelhados…

Um segundo cuidado vem na questão do design, também em virtude do foco no mercado consumidor nacional, algumas empresas que uma década atrás concentravam esforços parciais na exportação, direcionaram à partir de então, a totalidade de seus modelos também ao gosto brasileiro.

Não que seja impossível vender um móvel de acabamento por impressão e design culturalmente brasileiro lá fora, mas daí a questão passa a ser puramente o PREÇO, estamos distantes do movimento diário destas localidades para absorver seus valores.

Móveis Cosmopolitas não seriam obras de design italiano, mas forçosamente algo mais funcional e robusto do que adquire nossa tão falada classe C, caso contrário, já existe a China lá fora…então melhor nem tentar! Detalhes como espessura de 12 mm simplesmente inviabilizam este tipo de pensamento.

O que de fato observo como um terceiro cuidado é a questão logística e neste ponto destaco a vantagem em concentrar esforços na América do Sul e outros países dentro do Caribe por exemplo, levamos vantagem no mercado latino.

Mas neste blog não procuro estudar mercado nem economia, que não fazem parte de meu núcleo de conhecimento. Concentro apenas uma visão industrial de que nos afastamos um pouco o mercado externo que mostra-se atrativo na mudança do câmbio, dadas diversas situações que certamente influenciarão nosso consumo no curto prazo.

Talvez, seja interessante dedicar o primeiro bimestre de 2015 na idealização de uma linha alternativa dentro do mix, caso este mercado torne-se realmente factível. É claro que o câmbio será o grande balizador do cenário.

Complementarmente ao provável cenário, é preciso acompanhar o nível de demanda interna frente à capacidade produtiva atual. Enfim, 2015 é brincadeira para gente grande e precisamos estar corretamente posicionados. Repito a tônica do post anterior, esperar é a pior das decisões!

Claudio Perin – Consultoria para o Setor Moveleiro

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Consultoria para Indústrias Moveleiras
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