Metas de Produção: Afinal de contas para que servem realmente?

Metas de Produção: Algo mais do que atingir um objetivo.

O mundo corporativo industrial é um mistério para muitos profissionais, mesmo para aqueles que percebem a existência de empresas líderes e as empresas seguidoras, posto que nem todos sabem efetivamente a diferença básica entre elas.

Observando tais empresas, conseguimos facilmente identificá-las e classificá-las, mas isto é uma mera fotografia. Para entender o que leva à liderança é preciso observar a dinâmica dos fatos em um intervalo de tempo e não uma simples fotografia pontual. Em outras palavras, o que levou as empresas líderes ao lugar que hoje ocupam?

De acordo com Michael Porter, tais empresas encontraram em determinado momento desta dinâmica, alguma vantagem competitiva sobre seus concorrentes, a qual se tornou sustentável ao longo do tempo. Tal vantagem competitiva é explicada dentro desta teoria segundo Porter por 5 forças.

O poder de barganha junto aos fornecedores, o também poder de barganha junto aos clientes, a existência de novos entrantes (players) no mercado, a ameaça de produtos substitutos e a rivalidade entre os concorrentes.

Imaginemos uma situação hipotética onde pudéssemos desprezar as 4 primeiras forças de Porter, teríamos agora seletivamente apenas a rivalidade entre os concorrentes, pois bem, aqui começa o nosso assunto.

Metas de produção são muito mais do que números diários que precisam ser atingidos, pois na verdade traduzem a capacidade de sobrevivência de uma empresa frente aos seus concorrentes (segundo a teoria de Porter). Vamos entender à seguir como isto acontece.

Imaginem que a empresa A possui estratégias que se antecipem aos produtos substitutos, que ela venda e compre bem junto aos clientes e fornecedores respectivamente e que consiga responder com eficácia aos novos entrantes no mercado. Resta ainda a questão da concorrência direta, para a qual o que interessa é a eficiência do sistema produtivo de uma empresa sobre a outra.

Neste momento alguém pode pensar que este é um método comparativo voltado ao modelo de produção em escala, mas reside aí um enorme engano, pois tanto faz se falamos de produtos unitários e customizados ou ainda de lotes seriados. A ideia básica continua sendo a questão de produzir o produto com maior eficácia que seu concorrente.

As metas de produção incomodam e são um pavor para os colaboradores operacionais, porém não deveriam, uma vez que são o maior termômetro de competitividade e portanto capacidade de sobrevivência organizacional já inventado. O aprimoramento da produtividade de uma organização passa obrigatoriamente pelo planejar, executar, medir e aprimorar, o famoso PDCA.

Sem as metas de produção podemos afirmar que não existem parâmetros para se planejar ou aprimorar uma produção, afinal de contas, sob que bases estaríamos tratando? Qual o pondo de partida? Onde se deseja chagar? Então, uma empresa sem metas de produção seria algo como um barco à deriva. Pode até chegar à salvo em algum lugar , mas se chegar, seria onde? E levaria quanto tempo? Quais o tipos e quantidade de recursos seriam necessários para este objetivo?

Então percebe-se a necessidade de alguém postado junto ao leme da embarcação, a figura do gerente industrial, para o qual o navio foi confiado. A missão é simples: Garantir a chegada ao lugar seguro planejado, com o mínimo esforço e o máximo desempenho. Estas são as reais finalidades das metas de produção, um compromisso assumido, uma premissa  para ocupar o posto no comando da embarcação.

O que pode causar estranheza é a questão de que uma grande quantidade de gerentes industriais, envolvidos nas mais variadas tarefas diárias, não entende que as metas de produção são seu maior compromisso. Caso resolva renegá-las, saiba que à partir deste momento a empresa corre um sério risco, estamos colocando em perigo sua sobrevivência, ou então contando como certas as implementações das 4 demais forças de Porter.

Justificam-se alguns que a prioridade era a implantação de um sistema integrado, de um programa de qualidade, do treinamento operacional devido a um novo equipamento…Enfim, dentro de minha particular visão, não existe para um Gerente Industrial a “possibilidade” de relevar as metas de produção a um segundo plano. Menos ainda terceirizá-las, afinal “quem terceiriza o comando na verdade nunca o possuiu de fato”.

Tenho visto durante trabalhos de minha consultoria industrial algumas dessas desculpas, mas também tenho encontrado por outro lado gerentes extremamente focados nos resultados, o que contribui dramaticamente para que consigamos juntos, resultados extremamente positivos quando aliamos vontade e experiência. Comprometimento, o empresário agradece…

Sucesso e foco nos resultados!

Cláudio Perin – Consultoria para o Setor Moveleiro

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