Antídoto para qualquer Crise Econômica: O trinômio da resiliência organizacional.

A resiliência organizacional precisa ser vista como um efetivo antídoto para qualquer crise de mercado.

A resiliência organizacional pode ser definida como uma característica que determina a capacidade de sobrevivência das empresa dentro de um ambiente de competição generalizado. Talvez seja esta a palavra mais adequada para o ano de 2015, o Brasil passa por dificuldades, isto não é novidade. A grande novidade que poucos conseguem observar em um primeiro momento é que existe uma saída para a indústria moveleira, dotada de forte embasamento teórico diga-se de passagem.

Mas ela não vai funcionar para todos. Aliás, ela não vai funcionar para os maiores ou menores, nem para os mais antigos ou mais novos. Contudo, vai funcionar adequadamente para um seleto grupo, os MAIS RÁPIDOS em implementar tais condições de reação frente ao cenário atual.

Estamos falando do poderoso trinômio que constituí a resiliência organizacional, formado pela INOVAÇÃO, COMBATE AO DESPERDÍCIO e AUMENTO DA EFICIÊNCIA OPERACIONAL. Alguns dirão, puxa, mas isso é mais antigo do que andar para trás. Mas aí está o grande equívoco, pois quem já fez isto antes, andou foi para frente…E muito!

Este grupo pioneiro teve tempo para agir paulatinamente em um cenário menos urgente, porém de maneira insistente e determinada. Estiveram perseguindo um objetivo claro desde o princípio do caminho, o de aumentar sua vitalidade empresarial frente aos concorrentes através da implementação do trinômio apresentado, mesmo que intuitivamente sem qualquer conhecimento teórico prévio.

Pois bem, existe o grupo dos que não fizeram parte deste primeiro pelotão de visionários, mas que poderá se adaptar e prosperar, desde que consiga agir com a rapidez necessária exigida pelo momento. Porém, cabe lembrar que se tal momento é crítico, não existe espaço para erros de planejamento ou correções de rota durante o caminho. Somado a isso, existe o agravante de que tais empresas supostamente fragilizadas, já abriram mão de seus profissionais mais caros, que também supostamente seriam aqueles preparados para este momento.

Deixar sua sorte não mão de novatos ou profissionais de baixa qualificação profissional parece não ser suficientemente inteligente dentro de um contexto cheio de urgências. Outro erro bastante comum acontece quando nos julgamos auto-suficientes para resolver nossos problemas. Mas se sabemos resolvê-los, porque permanecemos ainda diante dessas questões? O que de fato nos faltou para solucioná-las?

Cuidado com as meias verdades e principalmente com a presunção de que está adequadamente preparado para sobreviver neste processo…É comum e perigosa a tentação de menosprezar pessoas qualificadas e sair por aí arriscando o caminho do fracasso.

Um exemplo clássico de como isto acontece pode ser observado em uma simples corrida, saber correr todo mundo sabe, você, eu, nossos amigos. Mas vá tentar correr contra um velocista que treinou para isto a vida toda. Sua chance de vitória é próxima de zero…A questão é outra, você precisa correr neste momento? Vai se meter a ser o velocista? Existe este perfil dentro de sua empresa? Se sim, porque as coisas ainda não aconteceram para você?

Chegou a hora de planejar a corrida mais importante de sua vida, precisamos abrir algumas frentes de trabalho emergenciais de maneira a obter um conjunto de ações consistentes e devidamente integradas ao trinômio de resiliência organizacional. Segue um pequeno esboço para iniciar o plano de ação hipotético em uma determinada empresa X, feito pós um adequado DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL.

1) Utilidades (Energia elétrica, Ar Comprimido, Água): Existem máquinas rodando vazias ou abaixo da capacidade operacional? Existem vazamentos de ar ou de água? Qual é o consumo destes recursos frente ao que de fato se produz?

2) Matéria-Prima: Qual é o volume de estoque dela dentro da empresa? É menor que 1/3 do faturamento (este número serve para o setor moveleiro). O itens de estoque estão devidamente pulverizados de acordo com o mix de produção, ou seja, balanceados? Qual o índice de desperdício por família de itens? Existe prospecção de novos fornecedores e orçamentos alternativos constantes?

3) Produtividade (metas horárias): Existe um sistema de gestão à vista, através do qual os funcionários consigam observar seus atuais níveis de produtividade frente aos demais ou frente aos indicadores esperados dentro do segmento ou equipamento em questão?

4) PCP: Qual é a ordenação de produtos dentro da linha de produção para aumentar performance global de produtividade?

5) Política de Produção: Quais são os níveis de estoque de produtos acabados admitidos pela empresa? Qual a relação dos mesmos com a montagem de cargas? Existe uma adequada distribuição do estoque frente ao mix de produtos?

6) Lançamentos: Dentro da classificação ABC, os itens C com mais de 1 ano no mercado estão sendo substituídos? Qual a velocidade de encaixe dos mesmos nos clientes? Qual o esforço comercial desprendido para tanto?

7) RH e Gerência Industrial: Existe avaliação de desempenho dos colaboradores? Quais as variáveis que garantem o funcionamento deste método de gestão?

8) Sistema Integrado: O fluxo de informações ocorre sem ruídos? Como é calculado e apurado do custo de produção. Existe avaliação do preço de venda e custos de distribuição? Qual a margem de retorno por cliente, ou seja, qual o custo para vender a cada cliente individualmente?

Enfim, segue aqui um pequeno grupo de perguntas fundamentais que apenas as empresas dotadas de resiliência organizacional estarão aptas para responder instantaneamente. Para quem não chegou até aqui, não estamos mais em momentos de meias tentativas…Mãos à obra e sucesso na retomada do crescimento!

Abaixo o embasamento teórico, para quem quiser saber mais.

McMANUS, S.; SEVILLE, E.; BRUNSDON, D.; VARGO, J. 2007. Resilience Management – A Framework for Assessing and Improving the Resilience of Organisations. Resilient Organisations Research Report, 01.

LENGNICK-HALL, C. A.; BECK, T. E. 2009. Resilience Capacity and Strategic Agility: Prerequisites for Thriving in a Dynamic Environment. Working Paper, University of Texas.

SEVILLE, E.; BRUNSDON, D.; DANTAS, A.; Le MASURIER, J.; WILKINSON, S.; VARGO, J. 2012. Building Organisational Resilience: A New Zealand Approach. Resilient Organisations Research Programme. Disponível em: www.resorgs.org.nz, 2006. Acesso em: jan..

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